
Muitas foram as Mulembas que secaram
Uma por cada vida que mudou
Na minha, passarinhos sempre poisaram
Sossegados, pois nem o "wui" se tirou
Outras vi que ainda não secaram de todo
A golpes de "catana" e "kandajaviti"
De seiva feridas escorriam no seu tronco
De Majestosas árvores seus frutos os colhi
Mulemba, na tua copa se escuta o chilreio de festa
Da tua sombra fresca sedes se mitigaram
Cansaços, ombros pesados da vida do que resta
Mulemba, hoje de ti alguns poucos se recordam.
Mulemba, na tua sombra vidas se cruzaram
Ao pé de ti alguém esperara pelo amor da sua vida
Junto ao teu tronco mil promessas se gravaram
Ao cair de cada folha tua, página do meu livro se vira
SAM
Sem comentários:
Enviar um comentário